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O Perfil do Homem de DEUS. Com (Presbítero,Raimundo Costa).

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                                  PERFIL   DE  UM  HOMEM DE DEUS 

Por: (Presbítero,Raimundo Costa).


7 TRAÇOS.


 

“Samuel foi o último dos juízes e o primeiro dos profetas. Era homem de profunda piedade e discernimento espiritual, inteiramente dedicado à realização dos propósitos de Deus referentes a Israel (…) Foi chamado para guiar a Israel em algumas das maiores crises de sua história, e chega quase à estatura do próprio Moisés. Sem qualquer vontade de sua parte, viu-se no papel de ‘fabricante de reis’, pois foi comissionado a ungir a Saul, o primeiro rei, então a Davi, o maior dos reis de Israel”. 1
É justamente dessa vida de que vamos pinçar alguns traços para compor o perfil de um homem de Deus.


1. Chamada —


Ninguém pode se apresentar onde quer que seja como homem de Deus a não ser que tenha sido chamado. E quem chama é o próprio Deus: “Rogai, pois ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara” (Mateus 9.38). Foi assim com Abraão: “Sai-te da tua terra, da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei” (Gênesis 12.1); foi assim com Moisés: ”Agora, pois, vem e eu te enviarei a Faraó, para que tires do Egito o meu povo, os filhos de Israel” (Êxodo 3.10); foi assim com Paulo: “mas levanta-te e entra na cidade, e lá te será dito o que te cumpre fazer” (Atos 9.6). O homem de Deus tem uma inequívoca chamada de Deus: ”Samuel! Samuel! Ao que respondeu Samuel: Fala, porque o teu servo ouve” (1Samuel 3.10). Você se lembra do dia em que Deus o chamou?


2. Preparo —


Quando Deus chama alguém para uma tarefa específica na sua seara, Ele mesmo provê o preparo necessário. Às vezes, antes da própria chamada, como ocorreu com Moisés (na casa de Faraó), com Paulo (aos pés de Gamaliel). O homem de Deus precisa de preparo, e na vida de Samuel percebemos esse traço bem delineado: “Samuel, porém, ministrava perante o Senhor, sendo ainda menino…” (1Samuel 2.18); “Entrementes, o menino Samuel crescia diante do Senhor, como também diante dos homens” (1Samuel 2.26). É interessante notar que Lucas, ao descrever o crescimento de Jesus, praticamente copia este último verso (cf. Lucas 2.52). O preparo de Samuel foi integral: compreendeu teoria e prática. E o seu preparo, como tem sido?


3. Trabalho —


Este traço na vida de Samuel extrapola o seu tempo: “Samuel julgou a Israel todos os dias da sua vida. De ano em ano rodeava por Betel, Gilbal e Mizpá, julgando a Israel em todos esses lugares. Depois voltava a Ramá, onde estava a sua casa, e ali julgava a Israel; e edificou ali um altar ao Senhor” (1Samuel 7.15-17). Nestes tempos de ativismo é bom prestar atenção a essas palavras. O texto deixa claro que Samuel, embora trabalhasse todos os dias, era um homem organizado. Seu trabalho submetia-se a um planejamento anual. Será que temos conseguido planejar nosso trabalho pelo menos pra uma semana? O homem de Deus precisa ser devotado ao trabalho: “Importa que façamos as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; vem a noite, quando ninguém pode trabalhar” (Josué 9.4).


4. Fé —


O quarto traço que pretendo avivar neste perfil do homem de Deus é a fé. Sem fé a chamada perde todo o seu sentido; sem fé, o preparo é incompleto; sem fé, o trabalho é infrutífero: “Ora, sem fé é impossível agradar a Deus” (Hebreus 11.6). O homem de Deus precisar ser, necessariamente, um homem de fé. Samuel o foi. A casa de Israel estava afastada de Deus e entregue a toda a sorte de idolatria. Os filisteus eram ameaça iminente. Diante dessa situação caótica Samuel reúne o povo para dizer que a esperança está em Deus. Começa com uma condição: “Se de todo o vosso coração voltais para o Senhor” e conclui com uma promessa: “ele vos livrará da mão dos filisteus” (1Samuel 7.3). O povo aceitou o desafio, voltou-se para Deus, confessando seu pecado e livrando-se dos ídolos. O inimigo veio com toda a sua fúria, enquanto o povo mais se aproximava de Samuel: “Não cesses de clamar ao Senhor nosso Deus por nós para que nos livre da mão dos filisteus (1Samuel 7.9). Indiferente ao ataque do inimigo, Samuel ofereceu um cordeiro em holocausto, clamou ao Senhor, e o Senhor honrou a sua fé: “Enquanto Samuel oferecia o holocausto, os filisteus chegavam para pelejar contra Israel; mas o Senhor trovejou naquele dia com grande estrondo sobre os filisteus, e os aterrou; de modo que foram derrotados diante dos filhos de Israel” (1Samuel 7.10). O homem de Deus precisa não somente de fé; é necessário que ele viva a sua fé, diante do povo.


5. Transparência —


Mais do que em qualquer outra época o ministério precisa de transparência. Vivemos numa época de golpes, de falcatruas; estamos no tempo em que a lei é levar vantagem em tudo. Nunca a figura do pastor foi tão aviltada, até porque está muito difícil estabelecer a diferença que existe entre pastor e pastor. Na vida de Samuel o texto fala por si só: “Eis-me aqui! Testificai contra mim perante o Senhor, e perante o seu ungido. De quem tomei o boi? ou de quem tomei o jumento? ou a quem defraudei? ou a quem tenho oprimido? ou da mão de Deus tenho recebido suborno para encobrir com ele os meus olhos? E eu vo-lo restituirei. Responderam eles: Em nada nos defraudaste, nem nos oprimiste, nem tomaste coisa alguma da mão de ninguém. Ele lhes disse: O senhor é testemunha contra vós, e o seu ungido é hoje testemunha de que nada tendes achado na minha mão. Ao que respondeu o povo: Ele é testemunha” (1Samuel 12.3-5). A vida do homem de Deus deve ser marcada pela transparência: ampla; geral; irrestrita.


6. Amor —


 

Na composição do perfil de um homem de Deus, sem dúvida, o amor é um traço de todo indispensável. Aliás, o traço do amor, de tão importante que é, não sobressai, justamente porque, estando presente em todos os demais, confunde-se com eles. A vida de um homem de Deus é uma vida de amor. Assim é que, na vida de Samuel, não vou destacar um momento caracterizado pelo amor. A sua vida inteira foi uma vida permeada pelo amor. “Samuel julgou a Israel todos os dias da sua vida” (1Samuel 7.15). Se você quer ser um verdadeiro homem de Deus, comece por amar o povo.


7. Humildade —


Para completar este perfil em que estamos trabalhando, vamos pinçar o sétimo e último traço, característico da vida de Samuel — a humildade. Se o homem aceita o desafio da chamada, adquire o preparo necessário e se dedica ao trabalho com fé, transparência e amor, com certeza Deus vai atuar grandemente em seu ministério, e é aí que ele vai ter que demonstrar toda a sua humildade. Embora seja tentado, a cada momento, a achar que é ele quem está realizando uma grande obra, não pode perder de vista o fato de que é Deus quem realiza, através da sua instrumentalidade. Se porventura há honra, glória, louvor, tudo deve ser dirigido única e exclusivamente a Deus. A postura do homem de Deus é aquela recomendada pelo Mestre: “Assim também vós, quando fizerdes tudo o que vos for mandado, dizei: Somo servos inúteis; fizemos somente o que devíamos fazer” (Lucas 17.10). Foi a atitude de Samuel. Embora a sua atuação tenha sido decisiva na derrota dos filisteus, ele fez questão de deixar bem claro para o povo que todo o mérito pertencia ao Senhor. “Então Samuel tomou uma pedra, e a pôs entre Mizpá e Sem, e lhe chamou Ebenézer; e disse: “Até aqui nos ajudou o Senhor” (1Samuel 7.12).


Você é um homem de Deus? Como está hoje o seu perfil? A minha oração neste seu dia é que o povo tenha condição de dizer a seu respeito:
“Eis que há nesta cidade um homem de Deus, e ele é muito considerado; tudo quanto diz, sucede infalivelmente. Vamos, pois, até lá; porventura nos mostrará o caminho que devemos seguir” (1Samuel 9.6).

  • Presbítero,Raimundo Costa
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JEJUM

Jejum é uma recomendação. No Velho Testamento, na lei de Moisés, os judeus tinham um único dia de jejum instituído: o do Dia da Expiação (Lv.23:27), que também ficou conhecido como “o dia do jejum” (Jr.36:6) e ao qual Paulo se referiu como “o jejum”(At.27:9).

A Bíblia relata não apenas de pessoas que jejuaram e da forma como o fizeram,mas infere que nós também jejuaríamos e nos instrui na forma correta de fazê-lo. Mas quando consideramos o ensino de Jesus sobre o jejum, não há como negar que o Mestre esperava que jejuássemos (leia Mt.6:16-18) “Quando” denota que um dia, ou momento jejuaríamos! Veja, que Jesus ensina a seus discípulos a jejuar com a motivação correta, ou seja, eles jejuariam.

O PROPÓSITO DO JEJUM

Há uma afirmação de Kenneth Hagin acerca do jejum:

O jejum não muda a Deus. Ele é o mesmo antes, durante e depois de seu jejum. Mas, jejuar mudará você. Vai lhe ajudar a manter-se mais suscetível ao Espírito de Deus“. O jejum não tornará Deus mais bondoso ou misericordioso para conosco, ele está ligado diretamente a nós, à nossa necessidade de romper com as barreiras e limitações da carne.

O Jejum Deixará Nosso Espírito Atento, Pois Mortifica A Carne E Aflige Nossa Alma.

Creio que o propósito primário do jejum é mortificar a carne, o que nos fará mais suscetíveis ao Espírito Santo. Há outros benefícios que decorrerão disto, mas esta é a essência do jejum.

Alguns acham que o jejum é uma “varinha de condão” que resolve as coisas por si mesmo, mas não podemos ter o enfoque errado. 

Quando jejuamos, não devemos crer NO JEJUM, e sim em Deus. A resposta às orações flui melhor quando jejuamos porque através desta prática estamos liberando nosso espírito na disputada batalha contra a carne, e por isso algumas coisas acontecem. O jejum ajuda a liberar a fé!

DIFERENTES FORMAS DE JEJUM

Há diferentes formas de jejuar. As que encontramos na Bíblia são:

  1. a)Jejum PARCIAL. Normalmente o jejum parcial é praticado em períodos maiores ou quando a pessoa não tem condições de se abster totalmente do alimento (por causa do trabalho, por exemplo) O profeta Daniel diz exatamente o quê ficou sem ingerir: carne, vinho e manjar* desejável (*coisas desejáveis e apetitosas que alegram a alma).
  2. b)Jejum NORMAL. É a abstinência de alimentos, mas com ingestão de água. Foi a forma que nosso Senhor adotou ao jejuar no deserto. Denominamos esta forma de jejum como normal, pois entendemos ser esta a prática mais propícia nos jejuns regulares(como o de um dia).
  3. c)Jejum TOTAL. É abstinência de tudo, inclusive de água. Na Bíblia encontramos poucas menções de ter alguém jejuado sem água, e isto dentro de um limite: no máximo três dias. A água não é alimento, e nosso corpo depende dela a fim de que os rins funcionem normalmente e que as toxinas não se acumulem no organismo. Há dois exemplos bíblicos deste tipo de jejum, um no Velho outro no Novo Testamento.

PODEMOS FALAR QUE ESTAMOS JEJUANDO ?

Algumas pessoas são extremistas quanto a discrição do jejum, enquanto outras, à semelhança dos fariseus, tocam trombeta diante de si. Em Mateus 6:16-18, Jesus condena o exibicionismo dos fariseus querendo parecer contristados aos homens para atestar sua espiritualidade. Ele não proibiu de se comentar sobre o jejum, senão a própria Bíblia estaria violando isto ao contar o jejum que Jesus fez… Como souberam que Cristo (que estava sozinho no deserto) fez um jejum de quarenta dias? Certamente porque Ele contou! Não saiu alardeando perante todo mundo, mas discretamente repartiu sua experiência com os seus discípulos.

Assunto:O Primeiro é de DEUS

A Bíblia fala muito a respeito de dinheiro. São mais de dois mil versículos tratando, de uma forma direta ou indireta, sobre finanças. O dinheiro diz muito a nosso respeito. A maneira como lidamos com o dinheiro revela muito as nossas prioridades, lealdades e afeições. De fato, a maneira como lidamos com ele revela muito o nosso caráter. A forma como tratamos a questão financeira vai determinar, em grande medida, o nível das bênçãos que receberemos de Deus, pois nada mostra mais o nosso coração do que o dinheiro e as palavras (Lc 6:45; Mt 6:21). A maneira como lidamos com o dinheiro mostra qual é o lugar de Deus em nossa vida. Jesus disse que, onde estiver o nosso tesouro, ali estará o nosso coração. O coração está no centro dos interesses de Deus. Por isso, a questão do dinheiro é tão importante, pois ele é o único a concorrer com Deus no controle de nosso coração.

Aquilo em que primeiro aplicamos o nosso dinheiro demonstra onde está a nossa prioridade e lealdade. Precisamos colocar Deus em primeiro lugar em nossa vida: em nossa família, profissão e, acima de tudo, em nossas finanças. Um princípio importante na vida espiritual é reconhecer que as coisas mais importantes precisam vir primeiro. O dinheiro é importante porque ele sempre mostra quem vem em primeiro lugar. Na Palavra de Deus, existe um princípio muito importante que chamo de “princípio do primeiro”. O primeiro é de Deus. Em última análise, tudo pertence a Deus, mas Ele nos permite usufruir graciosamente de quase todas as coisas. Existem, porém, algumas que são exclusivamente de Deus e ninguém pode tocar.

O exemplo de Adão e Eva

No Éden, quando Deus criou o homem, havia a árvore do conhecimento do bem e do mal, ela era exclusivamente de Deus. A tentação do diabo, todo o tempo, é levar o homem a tocar naquilo que é só de Deus. O homem pode ter tudo, uma infinidade de árvores no jardim, uma variedade enorme de frutos. Todavia, o diabo quer levá-lo a tocar naquilo que é de Deus. Deus não criou o homem para ser Seu escravo e nem colocou a árvore do conhecimento do bem e do mal para tentar o homem. Alguns pensam que aquela árvore era tentadora, mas isso não é verdade (Tg 1:13). Quando Deus separou algo exclusivamente para si, foi para mostrar ao homem que Ele é o Senhor. Deus deu ao homem poder e autoridade para sujeitar, mas havia algo que estava acima da autoridade de Adão e Eva. Eles deveriam ser lembrados, pela proibição, que eram comandados por Deus. Quando comeram do fruto, tomaram algo que era de Deus, e o resultado foi a morte. Ao tomarmos o que é de Deus, nos fazemos iguais a Ele, e esta é uma atitude luciferiana. Somente Deus é o primeiro. Quando ocupamos o primeiro lugar, estamos tentando tomar o lugar de Deus.

Os primeiros frutos devem ser ofertados

Os primeiros frutos também deveriam ser ofertados porque o primeiro fruto também é de Deus (Êx 34:26). O Senhor diz que as primícias dos primeiros frutos eram d’Ele. Não eram apenas os primeiros, mas os primeiros entre os primeiros. Deus jamais aceita ser o segundo. A primeira colheita é de Deus, o primeiro fruto que desse numa árvore era de Deus, o primeiro de qualquer coisa deve ser ofertado a Deus. Essa é a maneira de você demonstrar a primazia de Deus em sua vida. Deus somente pode ser honrado se Ele for o primeiro (Pv 3:9,10).

O exemplo de Abel e Caim

A oferta de Abel foi a primícia do rebanho, mas a oferta de Caim não foi a primícia da sua colheita (Gn 4:3-5). Esse foi um dos motivos por que a oferta de Abel foi aceita e a de Caim rejeitada. Deus aceita somente o primeiro e somente quando Ele é colocado em primeiro lugar. A oferta de Caim não procedeu de fé, pois ele trouxe ao Senhor algo depois de algum tempo, ou seja, depois de juntar alguma colheita. Na Bíblia, o trabalho agrícola significa suor do rosto e aponta para a obra humana, enquanto o trabalho do pastor significa fé e confiança na graça. Deus não aceita nada que não depende de fé. Abel trouxe as primícias, ou seja, ele não esperou ter mais para ofertar ao Senhor, deu o primeiro antes de o segundo vir. A Bíblia diz que Abel ofereceu um sacrifício que envolveu sangue, por isso Deus aceitou, enquanto Caim não. Todavia, no livro de Levítico, vemos que Deus aceitava oferta de cereais tanto quanto aceitava de animais. Por que, então, a oferta de Caim não foi aceita? Deus não faz acepção de pessoas. A chave está no verso 4, Abel trouxe para Deus o primeiro. Se Deus não é o primeiro em nossa vida, então não é o nosso Deus. Ele só pode operar em nós se estiver na posição de primeiro. Abel desfrutou da bênção porque colocou Deus em primeiro lugar.

O exemplo de Abraão e Isaque

Houve um momento em que Deus precisou comprovar o lugar que possuía na vida de Abraão. Era necessário demonstrar diante do mundo espiritual que o Senhor era Deus na vida de Abraão, e a única maneira seria através de uma prova para ver se Deus ocupava o primeiro lugar. Deus, então, requereu o primeiro filho de Abraão (Gn 22:2). Antes que Abraão concretizasse o sacrifício, o Senhor lhe disse: “Não estendas a mão sobre o rapaz e nada lhe faças; pois agora sei que temes a Deus, porquanto não me negaste o filho, o teu único filho” (Gn 22:12). Tanto a fé quanto o lugar de Deus na vida de Abraão ficaram evidentes: Deus era o primeiro. Dar o “Isaque” não significa necessariamente dar o melhor ou o sacrificial, mas, antes de tudo, significa dar o primeiro.

O primogênito é do Senhor

Certas coisas são exclusivamente de Deus. Todo primogênito é de Deus. Por dezesseis vezes no Velho Testamento, o Senhor diz isso (Êx 13:12-13). A Palavra do Senhor diz que, se as primícias forem santas, todo o resto será santo também (Rm 11:16). Jesus era o primeiro, e o primeiro foi e é santo. Nós viemos depois e somos santificados pelo primeiro. O primeiro tem o poder de santificar. É por isso que o primeiro é de Deus. Quando Deus deu o Seu Filho, Ele era apenas o unigênito. Deus entregou Seu Filho unigênito como oferta. Ele não tinha garantia de que os homens creriam n’Ele, de que viriam. Todavia, mesmo sem ter ainda nenhum outro, Ele entregou o único que tinha. Este é o princípio que Ele exige de nós hoje. Muitos de nós só damos o dízimo depois de pagar todos os outros compromissos, Deus não. Ele deu tudo quando só tinha um. Uma vez que Ele deu esse um, pode colher multidões incontáveis. Ele deu tudo. Porque Ele deu tudo, Ele pode ter todos. O princípio do primeiro é muito poderoso.

O exemplo dos primogênitos no Egito

Deus havia dito a Faraó para deixar sair o Seu primogênito (Êx 4:22-23). Faraó não acatou a ordenança de Deus, então Ele começou a enviar as pragas, que se tornaram progressivamente mais severas. A história das pragas não é uma analogia que as pessoas gostam de aplicar à sua própria vida. Assim como os egípcios, sempre existem aqueles que acham que não há nada a ser mudado em sua vida porque não conseguem ver a chegada do julgamento. Os pequenos problemas podem ser uma advertência de Deus. Hoje, são alguns “mosquitos e gafanhotos”, mas é progressivo. Se não houver mudança, o juízo pode se tornar severo. A lição das pragas é esta: se não colocarmos Deus em primeiro, isso não O impedirá de ser o primeiro. Ele entrará em demanda com você até que seja colocado em Seu lugar devido: o primeiro lugar.

O exemplo de Jericó

No livro de Josué, lemos que depois de caminhar pelo deserto por quarenta anos, o povo de Israel estava prestes a conquistar a terra prometida. E a primeira cidade com que eles se depararam foi Jericó, a primeira cidade que o povo de Israel conquistou. O primeiro pertence sempre a Deus (Js 6:18-19). Nas demais cidades que eles conquistassem, o povo poderia dividir os despojos, mas, nessa primeira cidade conquistada, todo o despojo era do Senhor. Jericó era a primeira, e tudo que é o primeiro é de Deus. Sobre o dízimo, se diz que tem de ser das primícias, porém, não se menciona quantidade. Não é, portanto, uma questão de quantidade, mas de demonstrar quem tem o primeiro lugar. Você demonstra isso na forma como oferta ao Senhor. Deus é o primeiro a receber ou é o último? Deus é o primeiro da lista ou é aquele que entende? “Não, Deus entende, vou pagar primeiro essas coisas”. Deus é o último ou é o primeiro em sua vida?

O exemplo de Acã

Como já vimos, a primeira cidade a ser conquistada em Canaã foi Jericó. O Senhor disse que todo ouro e prata daquela cidade seriam d’Ele, porque era a primeira (Js 6:18-19). A partir da segunda cidade, os despojos poderiam ser divididos entre o povo, mas, na primeira, tudo era de Deus. Porém, certo homem chamado Acã tomou das coisas consagradas ao Senhor e, como consequência, foi amaldiçoado e morto. Acã foi amaldiçoado porque aquilo era santo e consagrado e nenhum homem poderia pegar. Jericó foi a primeira cidade a ser conquistada e, como primícia, pertencia a Deus. Era algo santo, que pertencia à casa do Senhor. Se alguém pegar os dízimos ou as primícias, terá a mesma maldição de Acã. Deus, sendo gracioso, deu tempo e oportunidade para que Acã se arrependesse, pois a sorte foi caindo sobre cada nível de Israel antes de chegar em Acã (Js 7.16-20). Josué mandou que Acã desse glória a Deus porque ele havia roubado a glória de Deus de ser o primeiro. Temos ignorado o fator Acã, mas, por causa de uma pessoa, a bênção deixa de vir. A questão não é descobrir quem é Acã, mas termos a disposição de não ser um.

O exemplo de Paulo

Paulo ensina aos coríntios: “Quanto à coleta para os santos, fazei vós também como ordenei às igrejas da Galácia. No primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte, em casa, conforme a sua prosperidade […]” (1 Co 16:1-2). “Cada um de vós ponha de parte, em casa conforme a sua prosperidade”. No original, a palavra “conforme” usada aqui é “proporcional”. E nós sabemos que a proporcionalidade bíblica é o dízimo, que deve ser entregue no primeiro dia da semana. Se Deus é o Senhor em nossas vidas, então o primeiro dia deveria ser consagrado a Ele. Existem irmãos que vão ao culto de vez quando e se desculpam dizendo que podem adorar a Deus em qualquer lugar. É verdade. Mas qual é o momento exclusivamente de Deus que demonstra a posição d’Ele em nossas vidas? Domingo é o dia do Senhor, separe-o para Deus. Se Ele não é o primeiro em sua vida, não espere que Sua glória venha, nem que a unção se manifeste através de você. Deus precisa ser o primeiro. Quando você dá o primeiro para Deus, Ele santifica o resto. Se você separa o domingo para buscar a Deus e adorá-lO, Ele santifica os outros seis dias da semana por amor desse tempo que você dedicou a Ele.

Pr. Marcos Motta

Pastor da Igreja Videira Garavelo